Histórias De Um Futuro Bom
Em um mundo que as regras de certo e errado vêm sendo distorcidas, eu posso dizer que não há nada mais certo, mais perfeito, mais prazeroso que ter você por perto! Sim, meu melhor - amigo ! Acho que no presente momento, até mais que isso!
LetíciaOliveira
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
é você, sempre será você
sábado, 4 de setembro de 2010
Julian - Haley

Linda, pura e simplesmente. Tinha olhos castanhos redondos que me faziam rir somente por estarem ali; os cabelos eram de uma cor que, embora não fosse realmente, eu insistia em chamar de chocolate, e o rosto... Ah!, o rosto era belo, encantador, e trazia ao mesmo tempo um traço infantil e maduro, como uma criança que entende das coisas – era, por falta de palavra melhor, fofo.
E ela era tão carinhosa, tão pequena, tão perfeita... Nunca daria certo. O amor era meu antagonista, ele sempre brincava comigo, e eu acabava sofrendo por não tentar – não por falta de vontade, mas por medo, medo sabe-se de lá de quê. E Haley, antes de qualquer coisa, era minha amiga – eu sabia que esse era mais um passo para tudo dar errado.
Mas eu tentava de alguma forma entender o sentimento, encará-lo e mostrar que ele não devia ser assim; mostrar que dessa vez eu faria dar certo. Porque ela foi a primeira que eu consegui encarar depois de contar o que realmente me preocupava, o que me chateava. E ela me entendia. E eu a amava.
– Julian. – Haley me chamou baixinho e me olhou nos olhos. Ela estava preocupada, eu podia ver; suas sobrancelhas estavam unidas de tanta aflição.
Eu não podia estar tão mal para deixá-la assim, pensei. Eu só estava pensando – eu e Luce .
Mas havia Umbra. Ele...
Haley segurou minhas mãos e sorriu gentilmente, impedindo que meu pedaço do mal surgisse. Ele era imponente, orgulhoso, e odiava Haley simplesmente porque a amava – ela o deixava fraco, ele dizia.
– Hey, eu amo você. – ela disse, sorrindo.
– Eu também te amo. – sussurrei.
– Eu te amo mais.
Deixei escapar um fraco sorriso, deixando Haley acreditar no que acabara de dizer. Eu não acreditava, e ela sabia por quê. Eu a amava de uma forma tão intensa, que com certeza seria levado para o inferno quando a morte me alcançasse. O amor era forte demais para ser aceito no paraíso, era um pecado cruel, absurdo.
E por ela eu aceitaria a punição.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Não goste do amor
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Páris, sei lá

Era noite quando eu havia caído ao chão naquele imenso jardim e perdido qualquer esperança que ainda me restava, perdido tudo que importava – eu não queria, mas não sabia o que pensar. Milhares de estrelas brilhavam sem vergonha no céu, e a lua se mostrava de tão bela forma que, não fosse a situação, eu me sentiria feliz se morresse ali, como morreria. E o esplendor da lua era compreensível – era Ártemis, majestosa como ela mesma; eu só podia olhá-la e olhá-la.
Eu também tinha vergonha, porém. Não parecia gentil morrer na frente da deusa; ela não merecia isso. Meu coração estava fraco, e todo o sangue que eu havia perdido já formava uma poça ao meu redor. Nem mesmo a água podia me salvar naquele estado.
– Que os deuses lhe protejam, minha querida. – desejei. – Que o mar lhe encontre quando não houver saída.
Eu apertei mais forte o cabo da espada em minha mão, e isso só aumentou a dor em meu corpo – tudo doía.
Então, de repente, eu ouvi galopes. Rápidos, fortes – os cascos cavavam o chão e jogavam a terra para trás a cada passo, eu sabia. E depois houve gritos, enquanto o ar era cortado várias vezes velozmente ali por perto. E, por fim, um único profundo bramido doloroso, angustiante.
Silêncio.
E ela apareceu, ajoelhando-se ao meu lado. Cansada, suada, machucada, linda – viva . Arfava desesperadamente. Os longos cabelos chocolate estavam bagunçados; os grandes olhos negros como o ébano pareciam ter estado chorando, tristes, e os lábios perfeitamente desenhados e rosados estavam franzidos.
– Selena... – eu disse, a voz falhando, mas fui interrompido quando ela passou os olhos para meu corpo em sangue, machucado, destruído.
Ela deixou escapar um arquejo e levou as mãos, que antes me acariciavam o peito cortado, à boca, assustada.
– Meu amor, o quê... Como... – Uma lágrima tímida escorregou de seu olho.
– Shh... Não fale minha bela. Vá se cuidar. – Eu tentei sorrir e apenas isso; meu corpo não mais se movia. – Os centauros vão levá-la de volta.
– Mas, Páris...
– Eu amo você, Selena, meu anjo. Obrigado. Tenha uma boa vida.
Mas ela não respondeu. Simplesmente não sabia como fazer.
– Boa noite, meu herói. – Ela conseguiu dizer após alguns minutos, mas meu corpo não podia mais ouvi-la.
Então minha heroína chorou.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
