LetíciaOliveira

Histórias que um dia, quem sabe, vão mudar o mundo!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

é você, sempre será você

Mesmo que você se vá, você sempre estará ali, nas lembranças, nos risos, nos choros, nas brincadeiras, nos momentos: bons ou ruins…
Mesmo que eu não sinta mais nada por você, eu sempre ainda vou sentir alguma coisa. Mesmo que eu passe a sentir raiva de você, eu sempre vou te amar. A partir do momento em que aquilo que eu sentia era verdadeiro, nem o tempo poderá apagar o que aconteceu, nem ele poderá me fazer parar de me sentir como eu me sentia nos teus braços.
Outras pessoas virão, e eu as amarei intensamente, até mais do que amei você. Elas me farão felizes, elas serão tudo o que eu preciso, amigas acima de tudo. Não quero cometer o mesmo erro outra vez. Você me ensinou muitas coisa, e hoje te agradeço por ter feito, e ainda fazer, parte da minha vida.
Tudo isso que eu sentia por você não sumiu, do nada, apenas se transformou em algo muito maior… Se transformou em um sentimento inexplicável. Eu sei sempre que precisar, você ainda vai estar ali, pra me apoiar, me levantar…
Nada nem ninguém pode mudar o fato de que eu nunca deixarei de te amar. Você é de alguma forma meu. Meu amigo, meu ombro, meu riso, minha base, minha alegria. Meu, meu.
Enquanto eu puder contar com você, enquanto nós formos felizes apesar de tudo o que tivemos um dia, enquanto soubermos que tudo o que passou foi bom e passou, enquanto você me apresentar suas novas namoradas, enquanto você me confiar seus segredos, enquanto eu chamar sua vó de vó, enquanto tudo o que existia antes do “nós” não desaparecer, enquanto isso seremos felizes.
Enquanto as fofocas não nos separarem, perceberemos que tudo está melhor do que antes, porque enfim, teremos um ao outro. Você será sempre meu protetor, não será apenas um simples ex.

sábado, 4 de setembro de 2010

Julian - Haley




Linda, pura e simplesmente. Tinha olhos castanhos redondos que me faziam rir somente por estarem ali; os cabelos eram de uma cor que, embora não fosse realmente, eu insistia em chamar de chocolate, e o rosto... Ah!, o rosto era belo, encantador, e trazia ao mesmo tempo um traço infantil e maduro, como uma criança que entende das coisas – era, por falta de palavra melhor, fofo.

E ela era tão carinhosa, tão pequena, tão perfeita... Nunca daria certo. O amor era meu antagonista, ele sempre brincava comigo, e eu acabava sofrendo por não tentar – não por falta de vontade, mas por medo, medo sabe-se de lá de quê. E Haley, antes de qualquer coisa, era minha amiga – eu sabia que esse era mais um passo para tudo dar errado.

Mas eu tentava de alguma forma entender o sentimento, encará-lo e mostrar que ele não devia ser assim; mostrar que dessa vez eu faria dar certo. Porque ela foi a primeira que eu consegui encarar depois de contar o que realmente me preocupava, o que me chateava. E ela me entendia. E eu a amava.

– Julian. – Haley me chamou baixinho e me olhou nos olhos. Ela estava preocupada, eu podia ver; suas sobrancelhas estavam unidas de tanta aflição.

Eu não podia estar tão mal para deixá-la assim, pensei. Eu só estava pensando – eu e Luce .

Mas havia Umbra. Ele...

Haley segurou minhas mãos e sorriu gentilmente, impedindo que meu pedaço do mal surgisse. Ele era imponente, orgulhoso, e odiava Haley simplesmente porque a amava – ela o deixava fraco, ele dizia.

– Hey, eu amo você. – ela disse, sorrindo.

– Eu também te amo. – sussurrei.

– Eu te amo mais.

Deixei escapar um fraco sorriso, deixando Haley acreditar no que acabara de dizer. Eu não acreditava, e ela sabia por quê. Eu a amava de uma forma tão intensa, que com certeza seria levado para o inferno quando a morte me alcançasse. O amor era forte demais para ser aceito no paraíso, era um pecado cruel, absurdo.



E por ela eu aceitaria a punição.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Não goste do amor

Goste de alguém que te ame, alguém que te espere, alguém que te compreenda mesmo nos momentos de loucura; de alguém que te ajude, que te guie, que seja seu apoio, tua esperança, teu tudo.
Goste de alguém que não te traia, que seja fiel, que sonhe contigo, que só pense em você, que só pense no teu rosto, na tua delicadeza, no teu espírito e não no teu corpo nem nos teus bens...

Goste de alguém que te espere até o final, de alguém que seja o que você escolher.

Goste de alguém que sofra junto contigo, que ria junto a ti, que limpe tuas lágrimas, que te abrigue quando necessário, que fique feliz com tuas alegrias e que te dê força depois de um fracasso.

Goste de alguém que volte pra conversar com você depois das brigas, depois do desencontro, de alguém que caminhe junto a ti, que seja companheiro, que respeite tuas fantasias, tuas ilusões. Goste de alguém que te ame.

Não goste apenas do AMOR, goste de alguém que sinta o mesmo sentimento por você, que goste realmente de você.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Páris, sei lá



Era noite quando eu havia caído ao chão naquele imenso jardim e perdido qualquer esperança que ainda me restava, perdido tudo que importava – eu não queria, mas não sabia o que pensar. Milhares de estrelas brilhavam sem vergonha no céu, e a lua se mostrava de tão bela forma que, não fosse a situação, eu me sentiria feliz se morresse ali, como morreria. E o esplendor da lua era compreensível – era Ártemis, majestosa como ela mesma; eu só podia olhá-la e olhá-la.

Eu também tinha vergonha, porém. Não parecia gentil morrer na frente da deusa; ela não merecia isso. Meu coração estava fraco, e todo o sangue que eu havia perdido já formava uma poça ao meu redor. Nem mesmo a água podia me salvar naquele estado.

– Que os deuses lhe protejam, minha querida. – desejei. – Que o mar lhe encontre quando não houver saída.

Eu apertei mais forte o cabo da espada em minha mão, e isso só aumentou a dor em meu corpo – tudo doía.

Então, de repente, eu ouvi galopes. Rápidos, fortes – os cascos cavavam o chão e jogavam a terra para trás a cada passo, eu sabia. E depois houve gritos, enquanto o ar era cortado várias vezes velozmente ali por perto. E, por fim, um único profundo bramido doloroso, angustiante.

   Silêncio.

   E ela apareceu, ajoelhando-se ao meu lado. Cansada, suada, machucada, linda – viva . Arfava desesperadamente. Os longos cabelos chocolate estavam bagunçados; os grandes olhos negros como o ébano pareciam ter estado chorando, tristes, e os lábios perfeitamente desenhados e rosados estavam franzidos.

– Selena... – eu disse, a voz falhando, mas fui interrompido quando ela passou os olhos para meu corpo em sangue, machucado, destruído.

Ela deixou escapar um arquejo e levou as mãos, que antes me acariciavam o peito cortado, à boca, assustada.

– Meu amor, o quê... Como... – Uma lágrima tímida escorregou de seu olho.

– Shh... Não fale minha bela. Vá se cuidar. – Eu tentei sorrir e apenas isso; meu corpo não mais se movia. – Os centauros vão levá-la de volta.

– Mas, Páris...

– Eu amo você, Selena, meu anjo. Obrigado. Tenha uma boa vida.

Mas ela não respondeu. Simplesmente não sabia como fazer.

– Boa noite, meu herói. – Ela conseguiu dizer após alguns minutos, mas meu corpo não podia mais ouvi-la.

Então minha heroína chorou.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010



- Alicia!
- Alicia? - Por favor, Alicia, confie em mim. Quando eu me transformar, sobe e segura em mim. - Não, ela não podia!... Eu não podia! O segredo - o nosso segredo...

Mas não importava - nada importava. Ela era simplesmente mais importante do que qualquer segredo que eu tivesse que guardar e muito mais, mesmo que eu nunca a tivesse visto na vida. Eu não tinha medo de mostrar meu verdadeiro rosto nem de me machucar por ela; era inconsciente - ou não.

E antes mesmo que eu pudesse entender um pouco daquilo, o instinto protetor agiu sem o menor sinal de que viria. Eu me curvei sobre ela no mesmo instante, formando uma concha protetora com o corpo; um pedaço de teto caiu nas minhas costas e seguiu ao chão. Eu me levantei.

- Agora, Alicia! - ... Mas como eu sabia que era Alicia?

- Claro, Yago, sempre. - Ela sussurrou num sorriso doce e gentil, como se me conhecesse e sentisse o mesmo que eu sentia.

Eu retribuí o gesto, sem entender ao menos o sorriso ou o conhecimento dela do meu nome, e me metamorfoseei em menos de meio segundo, caindo com as enormes quatro patas no chão.

Ela subiu. Eu corri.

...E acordei.

domingo, 15 de agosto de 2010

Início

Um pequena amostra do que vem por ai ;)

Linda, pura e simplesmente. Tinha olhos castanhos redondos que me faziam rir somente por estarem ali; os cabelos eram de uma cor que, embora não fosse realmente, eu insistia em chamar de chocolate, e o rosto... Ah!, o rosto era belo, encantador, e trazia ao mesmo tempo um traço infantil e maduro, como uma criança que entende das coisas – era, por falta de palavra melhor, fofo.
   E ela era tão carinhosa, tão pequena, tão perfeita... (...) E eu a amava.


ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ~ Luce, e solo lui.